Em um futuro dominado por robôs seria essencial para a implementação a substituição das tarefas humanas pela mão de obra robótica, assim libertando os seres humanos dos trabalhos fundamentalmente mais básicos para os intelectualmente mais elevados.
Estes robôs deveriam desenvolver algumas habilidades principais, como a capacidade de comunicação massiva, que os transformaria em grandes poliglotas. Antes disso seria o necessário a absorção de conhecimento pelos robôs de normas gramaticais da língua e da interpretação de palavras e textos, no seu mais amplo sentido e lógica social inclusa.
Claro que considerando a variedade enorme de idiomas, que chegam a mais de 7 mil atualmente, certas línguas mais essenciais a comunicação deveriam ser mais desenvolvidos, em comparação com outros que se desenvolveriam ao longo do tempo e do aumento de necessidades do robô. Línguas como inglês, espanhol, mandarim, alemão, francês, japonês e português seriam assim os mais aprendidos inicialmente. Com o tempo, grandes poliglotas de mais de 50 a 100 línguas - em ordem ao infinito - seriam formados. Com o crescimento acelerado de suas habilidades e o aumento de pessoas interessados no mercado de trabalho - principalmente com o déficit no mercado de trabalho que seria causado pela substituição de mão de obra - não demoraria muito até que os robôs começassem a aprofundarem-se em línguas menos faladas, entre elas as milhares de línguas indígenas, que por vezes entram em extinção pela falta de falantes do idioma, além de facilitarem o aprendizado de línguas, atuando como "professores que não se cansam".
Outra habilidade que seria desenvolvida seria a de noção espacial e ordem ao realizar tarefas, que já é aprimorada na atualidade por grandes empresas como a Boston Dynamics - empresa estado-unidense de engenharia robótica que ficou famosa pela construção de robôs avançados, os quais possuem comportamentos notáveis como: mobilidade, agilidade, destreza e velocidade - e entre outras.
Junto a isso, também a habilidade de modelarem seus comportamentos, se assimilando ao comportamento humano de acordo com as necessidades de carreira ou de tarefa a cumprir-se, e distanciando em tarefas menos humanas. A exemplo disto temos a robô criada recentemente (2022), considerada robô de expressões faciais humanas mais avançada do mundo, e que recebeu reconhecimento internacional por suas expressões faciais muito avançadas, com movimentos faciais e corporais suaves e realistas. Assim, se formariam múltiplos tipos de robôs, e entre eles, o mais importante, que seriam robôs autoconscientes e intelectuais, próximos e ao mesmo tempo distantes do ser humano. Algo muito temido na atualidade percebe-se, porém inevitável ao caminho da evolução contínua pelas quais passam as civilizações.
Não apenas, como somado a isto, estes robôs seriam matemáticos quase perfeitos em cálculos e extremamente precisos, tais como as máquinas modernas, que dia após dia conseguem calcular com maior precisão, como o número π, que já chega a 62,8 trilhões de casas decimais calculadas. Não somente como a margem de erro destes robôs em cálculos financeiros e entre outros poderia chegar a números extremamente baixos, se aproximando cada vez mais da perfeição. Assim, tais robôs também seriam excelentes cirurgiões, ainda mais considerando a já existência de robôs super precisos sendo utilizados na Medicina.
E é claro, não poderíamos deixar de considerar a substituição da mão de obra braçal e de tarefas manuais pelo uso de robôs, considerando que estes não se cansariam e poderiam ser controlados a distância ou até mesmo independentes, podendo auxiliar por vezes em tarefas domésticas, como cozinhar, faxinar, limpar vidros, automóveis, organizar a casa de forma excelente e precisa e até auxiliar a rotina de seus habitantes. Além de monitorar suas atividades para impedir ou evitar problemas como depressão, reportar abusos e entre outras funções, algo que pode parecer meio invasivo, e para muitos provavelmente seja, porém que evitaria grandes problemas.
Entre as diversas funções também estão a de pintores, que até já existem; fotógrafos; músicos; investidores e; talvez até apresentadores, repórteres, cantores e competidores esportivos - nesta sendo que os robôs já são excelentes jogadores de jogos lógicos e de estratégia, sendo que em 1996 superaram o melhor jogador de xadrez do mundo, Garry Kasparov, com a inteligência artificial Deep Blue, e mais recentemente ganhando também no grande jogo de estratégia chinesa milenar - com origem que remonta a 2,5 mil anos - chamado Go, usando da inteligência artificial super potente chamada Alpha Go, que sendo cada vez mais aprimorada foi capaz de ganhar, em 2016, do campeão mundial Lee Se-Dol, além de aprimorar estratégias que eram utilizadas, abrindo porta para inúmeras possibilidades menso exploradas.
Esta evolução cada vez maior constituiria a Singularidade, estágio em que robôs se auto aprimorariam cada vez mais, ou criaram outros robôs cada vez mais potentes que criariam outros em um processo cíclico de aprimoramento, até chegarem a um estágio de extremo avanço que os tornaria seres infinitamente mais superiores em intelecto aos seres humanos, um estado em que a humanidade ou se mostraria em sério risco, ou avançaria com sub-deuses muito poderosos, que poderiam chegar a passarem a ser cultuados por alguns dos meros mortais de carne e osso, tolos de início ao fim.
Após a singularidade os robôs poderiam mostrarem-se capazes de resolverem grandes problemas da humanidade, talvez muito facilmente, como a fome, a miséria, a escassez de água e a violência, assim como matemáticos e lógicos, tais como os 7 problemas do Milênio, que resultariam em um milhão de dólares ao que os solucione, e também do qual apenas um, a Conjectura de Poincaré foi-se resolvida.
No lado mais obscuro, estes robôs de grande poder também poderiam ter grande poder político, podendo se tornarem governadores mundiais e criarem um sistema complexo de controle, não visível aos seres humanos e talvez de dominação. Ainda mais considerando-se a manipulação do comportamento de usuários que já é feita por máquinas, que segrega a humanidade em bolhas e segundo seus próprios interesses. E é claro, possuiriam grande poder bélico, se tornando extremamente protegidos e potentes militarmente, e possibilitando a construção de mega-estruturas, como a Lua artificial, planejada pela China em 2022, ou do elevador espacial, que ligaria da Terra a Lua e facilitaria a exploração espacial e acesso a população mais facilmente.
Entre outros os meios de transporte também poderiam se tornar incrivelmente rápidos e seguros com a ajuda de robôs engenheiros, possibilitando viagens intercontinentais e talvez interplanetárias em tempos extremamente curtos. Quem sabe seriam até capazes de criar uma esféra de Dyson, estrutura que conseguiria utilizar de toda a energia do Sol em sua máxima capacidade, e possibilitaria assim uma obtenção de energia quase infinita.
Ideias:
Seres humanos fazerem upload de seus cerébros visando conhecimento u evitar o autoextermínio
Ameca: uma revolução robótica
Transumanismo: uma corrente filósofica sobre a união humano-robô
Robôs de outras formas
Vale da Estranheza: o porquê do medo sobre os robôs
Uma das possíveis razões para este medo humano sobre os robôs seria justificado pelo conceito científico de Vale da Estranheza, expressão criada em 1970 por Masahiro Mori e também muito utilizada no desenvolvimento de personagens na Indústria Cinematográfica para uma maior aproximação do público com os personagens, mesmo sendo animações por vezes. Criado originalmente para dizer sobre robôs, este conceito diz sobre a curva de proximidade entre seres humanos com máquinas, em que robôs próximos de características humanas chegariam ao nível da estranheza ao chegarem em certo ponto de similaridade, porém com um grau pequeno de diferença, enquanto robôs excessivamente robóticos causariam pouca empatia das pessoas. Assim, robôs com a medida certa de robótica e lado humano causariam menos desconforto. Como robôs retratados em muitos filmes como o famoso filme O Exterminador do Futuro se mostram similares com certo grau de diferença esta causa o desconforto no espectador, junto a teoria de que a imortalidade causaria estranhamento humano pelo fato de fazer-los questionar e pensar sobre a morte distante da naturalidade de morrer, teoria apresentada por Lúcio Craveiro e entre outros.
Grandes robôs modernos exemplares
Fontes:


Nenhum comentário:
Postar um comentário